Ações de CVC e aéreas sobem até 2%; Vale e siderúrgicas avançam com China e Carrefour cai mais de 1%

   18/01/2021   •
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SÃO PAULO – A sessão desta segunda-feira (18) foi de ganhos para a maior parte das ações do Ibovespa, ainda que fosse esperada volatilidade no mercado em meio ao vencimento de opções sobre ações na B3 e com o feriado nos EUA.

Entre as altas, chamaram atenção as ações de CVC (CVCB3, R$ 20,16, +1,56%) e aéreas como Azul (AZUL4, R$ 38,10, +1,82%) e Gol (GOLL4, R$ 23,77, +0,93%), apesar delas minimizarem os ganhos durante a tarde. Os papéis repercutem o início da vacinação contra o coronavírus no Brasil, ainda que a passos lentos, e com os investidores monitorando a elevação dos casos da doença, que podem levar ao aumento das restrições de mobilidade.

As ações de Vale (VALE3, R$ 94,31, +0,81%) e siderúrgicas como Gerdau (GGBR4, R$ 26,45, +1,42%), CSN (CSNA3, R$ 35,04, +1,98%) e Usiminas (USIM5, R$ 15,06, +0,27%) registraram ganhos com os investidores atentos às cotações do minério de ferro após os dados do PIB da China acima do esperado de 2020, mas com cautela em meio à aceleração dos casos de coronavírus também no gigante asiático.

Entre as quedas do índice, destaque para o Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 20,00, -1,43%), após a notícia de que a Alimentation Couche-Tard, do Canadá, suspendeu as negociações sobre a compra do grupo Carrefour, controlador indireto do Carrefour Brasil, devido à oposição do governo francês.

Fora do índice, a ação da Movida Participações (MOVI3, R$ 21,57, +5,74%) subiu forte após ter celebrado um contrato para a compra da Vox Frotas Locadora, em negócio de cerca de R$ 89 milhões.

Confira os destaques do noticiário desta segunda-feira (18):

Vale (VALE3, R$ 94,31, +0,81%) e minério de ferro

Os futuros do minério de ferro na China e em Cingapura tocaram máximas de quatro semanas nesta segunda-feira, após dados trimestrais de PIB da China que bateram estimativas ajudarem a mudar o foco dos investidores de volta para as perspectivas de demanda pelo material utilizado na fabricação do aço.

A economia chinesa cresceu 6,5% na comparação anual no último trimestre de 2020, fechando o ano de alta de 2,3%, e parece a caminho de nova expansão neste ano, o que ajudou o sentimento do mercado, impactado por novas restrições na China que visam conter infecções por Covid-19.

O contrato mais ativo do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian DCIOcv1, para entrega em maio, fechou o pregão do dia com alta de 1,7%, a 1.075,50 iuanes por tonelada (US$ 165,89), após ter chegado a tocar 1.084,50 iuanes mais cedo, o maior nível desde 22 de dezembro de 2020.

A produção de aço da China em 2020 cresceu para um recorde de 1,05 bilhão de toneladas, à medida que a economia se reabria após lockdowns associados ao coronavírus, o que impulsionou a demanda.

Ainda no radar, o O Morgan Stanley divulgou suas previsões a respeito das negociações entre Vale e governo de Minas Gerais por Brumadinho. O governo do estado afirma que espera compensações de ao menos R$ 28 bilhões. Segundo fontes do banco, isso inclui danos coletivos, socioeconômicos e ambientais.

O valor fica abaixo dos R$ 54 bilhões pedidos pelas autoridades em sua ação por danos coletivos original, que não incluía custos de reparação. Segundo o Morgan Stanley, a Vale espera uma reparação total de R$ 29,6 bilhões por Brumadinho. Desses valores, R$ 12,1 bilhões já foram desembolsados, R$ 9,5 bilhões já foram provisionados, mas não foram pagos. Além de R$ 8 bilhões em potenciais provisões adicionais.

Desse valor, a Vale espera que R$ 19 bilhões sejam reconhecidos sem grandes discussões como parte do acordo. Segundo o Morgan Stanley, isso quer dizer que a Vale presume que os restantes R$ 10,6 bilhões que já pagou por Brumadinho não serão necessariamente incluídos no acordo.

O banco diz que, em um cenário conservador, em que nenhuma parcela dos R$ 10,6 bilhões já pagos seria incluída no acordo, a diferença entre a proposta de R$ 19 bilhões da Vale e os R$ 28 bilhões pedidos pelo governo seria de R$ 9 bilhões. Nesse caso, a Vale precisaria garantir R$ 17 bilhões em provisões adicionais.

No pior cenário possível, com um acordo final de R$ 40 bilhões, cerca de 50% acima do aparente novo pedido mínimo do governo, e presumindo que os R$ 10,6 bilhões não sejam incluídos no acordo, a diferença subiria de R$ 19 bilhões para R$ 21 bilhões. Assim, haveria necessidade de provisões adicionais de R$ 29 bilhões.

O Morgan Stanley incluiu em suas projeções uma provisão adicional de R$ 12 bilhões, acima daquilo já distribuído ou provisionado pela Vale por Brumadinho. O banco destaca que, caso o pior cenário se materialize, seria necessário adicionar outro R$ 1,5 bilhão em provisões.

O banco avalia que, dado o atual cenários e alta dos preços das commodities, a Vale conseguiria absorver o impacto de R$ 40 bilhões do pior caso possível sem grandes impactos para a avaliação que faz.

Nesse caso, a previsão do Morgan Stanley para o fluxo de caixa para o período entre 2021 e 2030 cairia 2% em média, e a previsão para o fluxo de caixa descontado cairia 0,5%. Se a Vale atingir um acordo antes de março, poderá pagar um dividendo mais alto no primeiro trimestre do que pagaria se atingisse um acordo após esse prazo.

O banco mantém a avaliação dos papéis da Vale negociados na Bolsa de Nova York como outperform, com preço-alvo de US$ 17,30, frente os US$ 17,64 de fechamento de sexta-feira.

Gol (GOLL4, R$ 23,77, +0,93%) e Smiles (SMLS3, R$ 22,72, +0,09%)

A Gol enviou correspondência à sua controlada Smiles cobrando início imediato dos preparativos para que sejam convocadas assembleias gerais de modo a decidir a reorganização societária das companhias, com a reunião da empresa de programas de fidelidade de clientes ocorrendo até 17 de março.

A companhia aérea argumentou em segundo fato relevante publicado nesta segunda-feira que o cronograma original previa a realização das assembleias nesta segunda-feira, mas que não foi cumprido em razão da não conclusão da análise sobre a restruturação pelo comitê independente da Smiles. Segundo a Gol, a demora adicional na convocação da assembleia poderia representar um atraso de mais de três meses no cronograma inicial. Em dezembro do ano passado, a Gol estimou a conclusão da incorporação da Smiles em abril de 2021.

EzTec (EZTC3, R$ 39,24, -0,38%)

A Ez Tec  divulgou prévia operacional na última sexta-feira, informando R$ 381 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos no quarto trimestre de 2020, superior aos R$ 206 milhões do terceiro trimestre de 2020, mas abaixo dos R$ 934 milhões dos últimos três meses de 2019.

O Credit Suisse ressaltou que a empresa lançou quatro projetos no quarto trimestre de 2020, fechando o ano lançando R$ 1,2 bilhão em projetos. Assim, a empresa deve lançar entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,3 bilhões em 2021 para atingir sua “guidance” (documento com previsões e planos divulgado por empresas sobre seus negócios) bianual, de entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões.

O banco diz avaliar que o volume de vendas, com queda de 15% na comparação do trimestre com o imediatamente anterior, e de 48% frente o ano anterior, é baixo, mas isso não seria um problema. O banco ressalta a estratégia de posicionamento de marca e aceleração de lançamentos que, diz, deve impulsionar as vendas.

O Credit mantém avaliação de outperform, e prevê resultados operacionais fortes e resultados acima da média. O banco diz que o quarto trimestre pode ter sido um ponto de inflexão às operações da empresa. O preço-alvo é de R$ 53, frente os R$ 39,39 de fechamento no dia 15 de janeiro.

Rede D’Or (RDOR3, R$ 67,25, -0,22%)

Os analistas do Credit Suisse iniciaram cobertura para as ações da Rede D’Or, que estrearam na B3 em 10 de dezembro de 2020, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 78, o que representa um potencial de valorização de 15% em relação ao fechamento de sexta-feira. Os analistas destacam o bom desempenho da ação da companhia desde o IPO, de alta de 16% ante 4,5% do Ibovespa, mas avaliam que ainda há mais espaço para a ação subir.

Os analistas do banco destacam a tese de que a Rede D’Or tem a capacidade de consolidar o mercado de hospitais, poder de barganha com os planos de saúde, escala e eficiência no lado operacional, diversificação alavancada pelas sinergias.

A tese está dividida em 14 tópicos, listados abaixo:

  1. Existe espaço relevante para atuar como um prestador de serviço independente.
  2. O negócio de hospital concentra a maior parte das margens e despesas da cadeia.
  3. Nível de utilização deve ser chave em um negócio que tem custos fixos bastante elevados
  4. A parceria com médicos/cirurgiões traz um volume relevante de pacientes qualificados, mas os analistas avaliam que outras vertentes são necessárias.
  5. Existem sinergias importantes vindas de alguns negócios do segmento ambulatorial (serviços que não precisam de infra de hospital).
  6. A parte de oncologia se mostra uma diversificação importante.
  7. A expansão da Rede D’Or tem sido possível através da consolidação de um mercado fragmentado e local.
  8. Existe uma janela de oportunidade para usar aquisições para acelerar o crescimento.
  9. Existe espaço para o aumento de ticket médio.
  10. A maior eficiência em relação à indústria deve continuar a proteger as margens da Rede D’or.
  11. O posicionamento da Rede D’or traz uma dependência mútua com os payors independentes.
  12. A escala adquirida em algumas regiões traz um bom poder de barganha para a Rede D’or.
  13. A liquidez vinda do IPO deve possibilitar um crescimento mais agressivo em um mercado que esta apresentando oportunidades.
  14. A gestão tem um ótimo histórico e a estrutura acionária parece bastante favorável.

Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 76,70, +0,37%)

A XP retomou a cobertura para o setor de supermercados, com GPA (Grupo Pão de Açúcar), com recomendação de compra e preço alvo de R$103,0 por ação, como a preferência no setor, Grupo Mateus (GMAT3) com recomendação de compra e preço alvo de R$ 11,0/ação e Carrefour Brasil com recomendação Neutra e preço alvo de R$ 25,0 por ação.

“Nossa visão está fora do consenso uma vez que acreditamos que o setor deve estar estruturalmente melhor no ‘novo normal’ do que antes da pandemia dado (i) maior consumo em casa (nós estimamos um aumento entre 2.6% e 12.8%); (ii) parte da mudança de canal para o atacarejo é estrutural; e (iii) nós esperamos que a maior penetração de marcas próprias deve se manter”, avaliam os analistas.

Eles ainda destacam que as ações do setor não refletiram os resultados fortes entregues em 2020 e, na verdade, estão abaixo dos níveis do primeiro semestre de 2019. Portanto, veem o valuation do setor como muito atrativo, negociado a 40% de desconto para os comparáveis internacionais e abaixo de níveis históricos, enquanto na verdade vemos espaço para eles negociarem a um prêmio aos níveis históricos dado o melhor cenário versus antes da pandemia.

A preferência por PCAR3 é por ter uma história sólida repleta de opcionalidades de valor combinada a um valuation muito atrativo, sendo uma das ações de supermercados mais baratas do mundo, e riscos de aumento das estimativas do consenso de mercado, avaliam.

Engie (EGIE3, R$ 44,50, -0,20%)

A Engie Brasil Energia informou na sexta-feira que fechou um contrato de compra de turbinas para viabilizar um complexo de geração eólica no Rio Grande do Norte que exigirá investimentos de cerca de R$ 2,2 bilhões.

A companhia disse em comunicado que o acordo de fornecimento de aerogeradores foi assinado junto à Siemens Gamesa. A primeira fase do chamado projeto Santo Agostinho terá uma capacidade instalada de 434 megawatts. “A entrada em operação comercial de Santo Agostinho está prevista para ocorrer até março de 2023 e a energia produzida será totalmente direcionada para contratação no Ambiente de Contratação Livre”, afirmou.

Movida (MOVI3, R$ 21,57, +5,74%)

A Movida Participações informou nesta segunda que celebrou um contrato para a compra da Vox Frotas Locadora.

O contrato prevê a compra de todas as ações de emissão da Vox pelo valor contábil da frota na data de fechamento, com acréscimo de um prêmio de 12,5%. Com base em informações de outubro de 2020, o preço resultante seria de R$ 89 milhões. O valor deverá ser pago em dinheiro, sendo 50% à vista e 50% após um ano da transação.

No comunicado, a Movida afirma que a Vox tem frota de cerca de 1.800 veículos, com idade média de 1,2 ano, distribuídos entre 57 clientes.

Em 2019, a Vox teve receita líquida de R$ 47 milhões, Ebitda de R$ 22 milhões, lucro líquido de R$ 9 milhões e índice de alavancagem de dívida líquida/Ebitda de 1,9 vezes.

Números não auditados referentes a 2020 apontam receita líquida de R$ 53 milhões, Ebitda de R$ 22 milhões, lucro líquido de R$ 9 milhões e índice de alavancagem de dívida líquida/EBITDA de 2,3 vezes.

A Movida afirma que a compra a fortalece em determinados nichos, e tem como objetivo a geração de valor, crescimento e rentabilidade.

BR Brokers (BBRK3, R$ 2,23, +1,83%)

A Brasil Brokers Participações anunciou que está avaliando a realização de uma oferta pública de distribuição primária de ações de sua emissão.

Petrobras (PETR3, R$ 28,76, -0,17%; PETR4, R$ 28,07, -0,18%)

Segundo o Estadão, a Petrobras aguarda a aprovação de autoridades para abrir uma nova entidade de gestão de benefícios de seus funcionários. Ao invés de uma fundação, como a Petros, que gere o fundo de pensão atualmente, a empresa pretende criar uma associação.

A Petrobras diz que a mudança é impulsionada por questões tributárias, e que espera economizar pelo menos R$ 6,2 bilhões em dez anos. Entidades sindicais estão recorrendo ao Judiciário e ao Legislativo para tentar barrar a medida.

Ultrapar (UGPA3, R$ 22,31, -1,63%)

O grupo Ultra busca vender a divisão química, Oxiteno, avaliada em US$ 1,5 bilhão, e a rede de farmácias Extrafarma. Segundo o jornal Valor, a Oxiteno tem vários interessados, inclusive grupos estrangeiros, mas a Extrafarma não tem atraído muitos potenciais compradores.

Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 20,00, -1,43%)

A Alimentation Couche-Tard, do Canadá, suspendeu as negociações sobre a compra do grupo Carrefour, controlador indireto do Carrefour Brasil, devido à oposição do governo francês, que afirmou ter receios sobre o impacto da transação para a segurança alimentar e para os empregos do país. O negócio era avaliado em US$ 20 bilhões.

Aura Minerals (AURA33, R$ 61,67, -0,53%)

Na última sexta (15), o Itaú BBA realizou um webinar com o CEO da Aura Minerals, Rodrigo Barbosa. O banco afirma que o evento foi marcado por otimismo da empresa quanto ao crescimento de volume nos próximos anos, impulsionado pela construção em Almas no segundo semestre de 2021 e Matupá no segundo semestre de 2022, da mina de Gold Road e a exploração da porção de alta qualidade da mina de Ernesto.

A empresa também disse que continua com um extenso projeto de perfuração visando atingir áreas mais economicamente viáveis. A guidance de produção está levemente abaixo da estimativa do banco para 2021, mas significativamente acima da estimativa para 2024.

A alta de produção continua impulsionada por Ernesto, Almas, Aranzau e Gold Road. E a gestão tem entre suas prioridades aumentar a liquidez das ações. O Itaú mantém avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 80, frente os R$ 62 de fechamento do dia 15 de janeiro.

JBS (JBSS3, R$ 24,25, -0,70%)

A JBS comunicou sua intenção de resgatar, em dinheiro, todo o saldo remanescente de US$ 1,05 bilhão, referente às Notas Sêniores com cupom de 5,750%, e vencimento em 2025.

Cemig (CMIG4, R$ 14,43, -1,64%)

A elétrica estatal Cemig, controlada pelo governo de Minas Gerais, precisa de recursos para cobrir necessidades bilionárias de investimento, e uma alternativa para levantar caixa seria uma oferta primária de ações, disse o secretário-geral da administração estadual, Mateus Simões. O governador Romeu Zema (Partido Novo) já manifestou desejo de privatizar a Cemig, mas recentemente admitiu dificuldades políticas para levar a operação adiante no curto prazo.

“Conhecendo a necessidade de investimentos que se aproximam de R$ 15 bilhões, o que o governador tem afirmado é a necessidade de garantir esse aporte, que o Estado, como controlador, não tem condições de fazer”, disse o secretário Simões, em nota.

Aeris (AERI3, R$ 13,13, +0,61%)

A Aeris, fabricante de pás para turbinas de geração de energia eólica, informou na última sexta-feira que o conselho de administração da empresa aprovou a realização de uma emissão de debêntures no valor de R$ 600 milhões.

A arrecadação com a operação, que envolverá debêntures simples e não conversíveis em ações, em série única, será utilizada para refinanciamento de dívidas, disse a companhia em comunicado. As debêntures terão vencimento em 60 meses após a emissão. O valor nominal unitário será amortizado em três parcelas anuais e consecutivas a partir de janeiro de 2024. Elas pagarão juros correspondentes ao CDI mais 2,9% ao ano, com pagamento semestral da remuneração, em janeiro e julho.

IRB (IRBR3, R$ 7,65, -0,78%)

O IRB anunciou a convocação de assembleia geral extraordinária para votar a indicação de Jorge Lauriano Nicolai Sant’anna como membro suplente do conselho de administração, na posição de suplente do presidente do colegiado, que se encontra atualmente vago.

A reunião ocorrerá no dia 5 de fevereiro e, de acordo com a empresa, a indicação de Sant’anna é feita pela União, na qualidade de titular da ação preferencial de classe especial (golden share). “A deliberação desta matéria, portanto, será realizada mediante o voto exclusivo da União Federal”.

O IRB ressaltou que Sant’Anna possui autorização prévia da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Energisa (ENGI3, R$ 15,81, -3,48%)

O Credit Suisse participou de um evento virtual realizado em 15 de janeiro, quando a Energisa apresentou informações sobre a Voltz, uma fintech criada em parceria com ex-executivos de fintechs e e outras empresas do mercado digital, Daniel Orlean e Tiago Compagnoni.

Segundo o banco, o objetivo é que a Voltz ofereça serviços financeiros aos cerca de 22 mil fornecedores, funcionários e os cerca de 8 milhões de clientes da Energisa, que atua em 11 áreas de concessão. O argumento é de que muitos consumidores de energia no Brasil não fazem parte do sistema bancário tradicional, mas têm acesso a canais digitais, que usam para pagar as contas da Energisa.

Atualmente, a Energisa paga cerca de R$ 250 milhões em taxas bancárias por ano, dos quais R$ 90 milhões se relacionam a à cobrança de clientes por meio do sistema bancário.

A equipe da Energisa afirmou que o objetivo é converter, em 5 anos, 5 milhões dos 8 milhões de seus clientes em clientes da Voltz.

A empresa pretende iniciar oferecendo serviços como crédito bancário, empréstimo e cartões de crédito aos funcionários. Em 2022, a empresa espera poder oferecer serviços a clientes maiores. Até 2025, a empresa espera expandir para produtos de investimentos, e se tornar um “market place” para diferentes serviços financeiros.

O Credit Suisse diz avaliar que há muito potencial no negócio, para reduzir as provisões com inadimplência (de cerca de R$ 400 milhões, ou 0,9% da receita, ao ano atualmente) ao financiar parte dos clientes, e de reduzir parte dos custos com a cobrança. Mas diz que é difícil estimar o impacto e o valor desta iniciativa.

O banco diz que mantém uma visão positiva, com recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) para as ações da Energisa, que reportou resultados no terceiro trimestre de 2020 acima da expectativa, e deverá continuar se beneficiando de bons volumes. O banco ajustou a estimativa para os ganhos por ação levemente. Entre os riscos para a empresa estão mudanças regulatórias, variações no volume de consumo, o calendário para novos projetos de fusões e aquisições.

O Credit Suisse elevou o preço-alvo da Energisa de R$ 53,60 para R$ 54, frente os R$ 48,40 negociados no dia 15 de janeiro.

CCR (CCRO3, R$ 13,15, +0,38%)

O Bradesco BBI repercutiu os dados sobre tráfego divulgados pela CCR, relativos à semana de 8 de janeiro. Na comparação anual, o tráfego em estradas com pedágio se manteve em linha com o mesmo período do ano anterior, mas houve alta de 3,4% na comparação com a semana imediatamente anterior.

Houve queda de 44% de passageiros de mobilidade urbana, na comparação anual, e de 2% frente a semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em aeroportos teve queda de 49% na comparação anual, e de 6% frente a semana imediatamente anterior.

O banco mantém avaliação de outperform para a CCR, e preço-alvo de R$ 18, frente R$ 13,10 do último fechamento.

Sabesp (SBSP3, R$ 41,80, -1,79%)

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) anunciou a mudança nos cronogramas da terceira revisão tarifária ordinária e da estrutura tarifária da Sabesp. A publicação das notas técnicas preliminares de ambas as revisões estão previstas para até 28 de janeiro.

Wiz (WIZS3, R$ 7,82, -0,76%)

A Wiz Soluções e Corretagem de Seguros submeteu na sexta-feira ofertas preliminares e não-vinculantes no âmbito do processo competitivo aberto pela Caixa Seguridade para que seja selecionada uma co-corretora para atuação em todas as linhas de negócios objeto do referido processo competitivo.

“A Wiz esclarece que, caso seja qualificada para a próxima fase do processo competitivo, nos termos das regras estabelecidas pela Caixa Seguridade, submeterá oferta vinculante”, informou a empresa.

A concorrência é conduzida pela EY e os interessados deveriam enviar proposta não vinculante até sexta (15). O modelo de parceria será estabelecido via acordo operacional e terá prazo de dez anos. O prazo começa em 15 de fevereiro de 2021, quando termina a exclusividade da Wiz.

OSX (OSXB3, R$ 21,60, +7,20%)

Em recuperação judicial, a OSX informou que, no último domingo, os acionistas Eike Batista, Centennial Asset Mining Fund LLC e Centennial Asset Mining Fund LLC – Itaú Unibanco, e Rogério Alves de Freitas, que é membro independente do conselho de administração, comprometeram-se a apresentar petição conjunta à segunda Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, informando um acordo pelo qual desistem de procedimento arbitral em que pedem a realização de uma assembleia, e a revogação de decisão liminar sobre o tema.

Pelo acordo, no dia seguinte à revogação da liminar, a empresa deverá convocar uma assembleia geral da OSX, para promover a eleição de seua nova administração, a partir de nomes indicados pelos acionistas.

Gafisa (GFSA3, R$ 4,14, -0,96%)

A Gafisa conclui aquisição do Jd Guadalupe e assina acordo para comprar Fashion Mall, ambos no Rio de Janeiro. O valor total das operações é de R$ 99,3 milhões.

(Com Reuters e Agência Estado)

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