Mesmo com T-Cross perdendo a liderança, SUVs representam 35% do mercado brasileiro de veículos

   04/09/2020   •
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Volkswagen T-Cross, VW

SÃO PAULO – Depois de uma ascensão meteórica do Volkswagen T-Cross em julho, que conseguiu destronar o Onix como o carro mais vendido do país, o utilitário foi o quarto carro mais vendido do país em agosto.

O modelo, porém, segue sendo o mais emplacado da categoria de SUVs, chegando a 6.455 unidades emplacadas no período e 37.260 no acumulado do ano, segundo os dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) nesta semana.

A comercialização de utilitários representa 35% do mercado automobilístico do Brasil. Segundo especialistas, esse é um setor esse que deve se manter em alta ainda pelos próximos anos.

“Essa é uma tendência que já vem sendo observada a um tempo, desde o começo dos anos 2000. Quando temos uma diminuição paulatina da oferta de peruas derivadas de sedans, começamos a ver um aumento da procura pelas SUVs, que possuem um valor agregado maior, com atratividade em todos os níveis, por ser um carro grande, moderno, confortável”, explica Milad Kalume Neto, gerente de desenvolvimento de negócios da Jato Dynamics no Brasil, empresa de pesquisa em mercado automobilístico, ao InfoMoney.

Ainda segundo Kalume Neto, embora grande parte das vendas do T-Cross tenham sido por conta da retomada da comercialização do modelo para pessoas com deficiência (PCD), as linhas mais caras do veículo também tiveram bons resultados.

No compilado de vendas de SUVs em agosto, o Chevrolet Tracker ficou com a vice-liderança, com 5.899 unidades emplacadas, 556 unidades a menos do que o líder T-Cross.

A terceira e a quarta posição são ocupadas pela dupla da Jeep, o Compass e Renegade, que emplacaram 5.221 e 5.211, respectivamente.

Confira abaixo os dez SUVs mais vendidos no Brasil em agosto:

Marca/Modelo Unidades emplacadas
Volkswagem T-Cross 6.455
GM Tracker 5.899
Jeep Compass 5.221
Jeep Renegade 5.211
Hyundai Creta 4.434
Nissam Kicks 3.202
Honda HR-V 2.795
Volkswagem Nivus 2.149
Ford Ecosport 2.106
Renault Duster 1.197

Setor reaquecido

Depois de o setor automobilístico sentir os efeitos imediatos da pandemia do novo coronavírus na comercialização de veículos, com o pior resultado mensal registrado desde 1999, Kalume Neto acredita que, pouco a pouco, o mercado vai retomando suas forças.

“Lógico que temos que aguardar um pouco como o cenário vai ser nos próximos meses, mas já está claro que o mercado possui um potencial de retomada satisfatória relevante”, diz o especialista.

Kalume Neto, que acredita em uma recuperação em “V” para o setor, vê o mercado retomando a níveis pré-pandemia em alguns meses, contando que não haja novas complicações da pandemia ou efeitos mais severos causados pela crise econômica atual do país.

“A tendência de recuperação em ‘V’ existe, mas podemos considerar que tudo está muito sensível ainda. Temos um problema sério de uma crise sanitária e de saúde, além do problema econômico, mas a perspectiva é positiva e contundente”, explica Neto.

Ao comparar os números do começo do ano com os de agosto, é possível perceber uma lenta melhora do setor e uma recuperação gradual dos resultados.

Em janeiro e fevereiro, quando a pandemia ainda não havia chegado ao Brasil, foram registrados 184.117 e 192.639 emplacamentos de veículos leves, que considera carros de passeio e comerciais leves, respectivamente.

Após uma queda abrupta em abril, que registrou apenas 51.362 novos emplacamentos, o setor começa a recuperara tração pouco a pouco. Em maio, já foram 56.635 unidades, e em junho há um salto de 116%, com 122.772 veículos novos vendidos.

Em julho, o setor teve um resultado de 163.075 modelos emplacados. Já em agosto foram vendidos 173.544 novos veículos no país, o que representa que o mercado automobilístico brasileiro está apenas 10% atrás do mês auge de vendas do setor no pré-pandemia, que foi fevereiro.

“O que passou, passou, esse buraco causado pelas perdas não poderá ser recuperado, mas a tendência é de melhora. O carro sempre foi um valor de bem elevado, mas com muito valor agregado no país”, diz. “O que deixa mais clara essa retomada, é o fato de que, historicamente, o mercado brasileiro é mais atuante no segundo semestre”, conclui Kalume Neto.

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