Os principais ETFs do mundo

   15/02/2021   •
  5

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O mercado financeiro está em constante evolução e uma das grandes criações recentes da economia moderna são os ETFs. 

Os Exchange Traded Funds revolucionaram a indústria de investimentos ao redor do globo e o motivo disso é muito simples. Os ETFs são capazes de replicar praticamente toda e qualquer tipo de estratégia de investimentos que um gestor possa imaginar.

Entretanto, como estamos vivendo em um tempo onde observamos generalizações excessivas e receitas mágicas a todo momento, é preciso ter responsabilidade para repassar conteúdos que farão parte da tomada de decisão de outras pessoas, não é mesmo? 

Afinal de contas, finanças é um assunto muito sério e deve ser tratado com sensatez, equilíbrio e principalmente, seriedade.

Por isso, produzimos este artigo que trará informações sobre os principais ETFs do mundo de forma simples e transparente. 

Quer aprender mais sobre essa modalidade de investimentos e se desenvolva cada vez mais como investidor? Acompanhe a leitura!

Quais são os maiores ETFs do mundo?

Em algum momento da sua vida, você provavelmente ouviu a expressão “nem sempre o maior é o melhor. De fato, essa frase é uma verdade absoluta. Existem infinitas ocasiões onde a maior alternativa não será a escolha mais sábia. Entretanto, se tratando de ETFs, não podemos concordar com essa afirmação.

Diferentemente dos fundos de investimento tradicionais e outros ativos negociados na bolsa de valores, os ETFs, de maneira geral, são mais vantajosos e atrativos ao investidor quando têm maiores números de ativos sob gestão, volume de negociações e quantidade de capital investido.

Ao redor do mundo existem dezenas Exchange Traded Funds robustos e que podem ser lembrados na lista dos principais ETFs do mundo. Confira:

Primeiro ETF a superar USD 300 bi sob custódia

Fonte: Financial Times
Fonte: Financial Times

1.      SPDR S&P 500 ETF (SPY)

 

O SPDR, popularmente conhecido nos Estados Unidos como “Spider”, em referência ao seu ticker “SPY”, é, sem sobra de dúvidas, o padrão ouro dos ETFs. Criado em 1993, o Standard & Poor’s 500 Depositary Receipt SPY (SPDRs) foi o precursor dos fundos de índice nos Estados Unidos.

O SPY não só perdura até os dias de hoje, como também é o maior ETF existente em todo o mundo e oferece ao investidor a exposição a um dos mais conhecidos benchmarks de ações, o S&P 500 — índice que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas e domiciliadas nas principais Bolsas de Valores dos EUA.

Hoje, o valor de ativos sob gestão do SPDR supera a casa dos 320 bilhões de dólares e o fundo tem um volume médio diário de negociações de mais de 65 milhões.

2.      Vanguard Total Stock Market (VTI)

 

O Vanguard Total Stock Market é um fundo de índice americano que se propõe a replicar o desempenho do CRSP US Total Market Index. Como o próprio nome diz, esse ETF oferece ampla exposição ao mercado de ações dos Estados Unidos.

Mais precisamente, o índice replica aproximadamente 100% das bolsas de Nova York e Nasdaq e inclui ações de grande, médio, pequeno porte, além das micro-caps.

Essa ampla diversificação torna o VTI uma opção atraente para investidores que buscam simplificar seus portfólios e minimizar as obrigações de balanceamento de carteira, já que esse fundo pode servir como um portfólio de longo prazo.

Atualmente, possui mais de US$ 210 bilhões em ativos sob gestão e um volume médio de transações superior a 4 milhões por dia.

3.      Invesco (QQQ)

 

O ETF QQQ, também conhecido como Cubes, surgiu em meados de 1999, replicando um dos benchmarks mais seguidos do mundo, o Nasdaq-100 Index. Logo em seu segundo ano de existência, as negociações do papel alcançaram uma média diária de 70 milhões de cotas, número que representava 4% de todas as negociações da Nasdaq à época.

Atualmente, possui um volume médio de mais de 30 milhões de negociações diárias e mais de US$ 155 bilhões em ativos sob custódia.

Para os investidores que desejam se expor ao mercado de tecnologia, este ETF pode ser uma ótima alternativa, visto que o Nasdaq-100 Index tem em sua composição diversas companhias do setor, como Apple, Microsoft, Facebook e Alphabet. Entretanto, vale frisar que ele não é um fundo “tech” propriamente dito.

4.      Vanguard FTSE Emerging Markets (VWO)

 

Fora dos Estados Unidos, mas também na lista dos principais ETFs do mundo está o VWO. O Vanguard FTSE Emerging Markets é um Exchange Traded Funds destinado a acompanhar o índice de referência que mede o retorno do investimento de ações emitidas por empresas localizadas em países emergentes: o FTSE Emerging Markets All Cap China A Inclusion Index.

Esse ETF é um retrato do quão incrível e amplo é o universo dos fundos de índice. O FTSE Emerging Markets All Cap China A Inclusion Index é composto mais de 3.000 papéis, distribuídos entre mais de 20 países, inclusive China e Brasil. Dentre os ativos que o compõem, podemos destacar alguns bastante conhecidos dos brasileiros: Ambev S.A, B3 e a poderosa holding chinesa Alibaba, do bilionário Jack Ma.

Em seu último pregão, o VMO possuía mais de US$ 75 bilhões em ativos sob sua gestão e uma média diária de quase 11 milhões de negociações.

5.      iShares Bovespa Fundo de Índice (BOVA11)

 

Em terras tupiniquins, o ETF mais famoso e negociado é o BOVA11. Fundado em 2008 pela BlackRock — maior gestora de fundos e ETFs do mundo, esse Exchange Traded Funds é destinado a replicar o movimento do índice da bolsa de valores brasileira, o iBovespa.

Atualmente, o índice é composto por mais de 80 ativos e são negociados aproximadamente R$ 1 bilhão diariamente na B3.

Se compararmos o desenvolvimento dos mercados, chegaremos à conclusão de que o Brasil ainda está em um cenário embrionário quanto aos ETFs.

Em novembro de 2020, o valor de mercado de todos os ETFs somados superou a casa dos US$ 7.6 trilhões, distribuídos entra mais de 6000 fundos de índice ao redor do mundo. Enquanto isso, na B3 são negociados apenas algumas dezenas. Mas, mesmo que estejamos engatinhando nesse mercado, é possível investir nos principais ETFs do mundo, mesmo estando em terras brasileiras.

Obviamente, para alguns deles o processo é um pouco mais complicado, pois demanda a necessidade de abertura de conta em alguma corretora no exterior, operações cambiais para transferência de valores e outras questões burocráticas.

Entretanto, existem alternativas mais simples, como o próprio BOVA11, que é negociado na bolsa com a mesma facilidade de uma ação qualquer. Por outro lado, caso você queira expor parte do seu patrimônio ao cenário estrangeiro de forma simples, uma opção viável é o IVVB11 — fundo que está atrelado ao desempenho do índice americano S&P 500.

Fato é que com o recente crescimento notado no mercado de ETFs do Brasil, é possível que em um curto espaço de tempo, tenhamos novas alternativas de fundos de índice estrangeiros sendo oferecidas para o investidor de varejo por meio da própria B3.

Por que incluir ETFs no meu portfólio?

O Brasil, que até alguns anos atrás era considerado o país dos rentistas, hoje está na sua menor taxa de juros da história. Saímos de 14,25% a.a, em 2016, para 2% a.a. em 2021.

Com a Selic em níveis nunca antes vistos, o investidor que antes aplicava suas economias em renda fixa e obtinha um rendimento aceitável sem nenhuma preocupação, foi forçado a buscar alternativas para aplicar seu dinheiro de forma rentável.

Entretanto, como começar a investir na renda variável sem o conhecimento necessário? Considerando que na bolsa são negociadas centenas de papéis de empresas de diferentes setores e portes, como escolher as melhores opções para compor uma carteira?

Uma das opções são os fundos de investimento tradicionais. Mas, historicamente, poucos fundos de gestão ativa conseguem superar de forma consistente seu benchmark ao longo dos anos. Então, por que investir e pagar taxas elevadas para algo que não trará benefícios reais ao seu patrimônio?

É nesse cenário que os ETFs surgem como uma alternativa viável e equilibrada de alocar seus recursos, já que eles são, por natureza, muito diversificados. O BOVA11, por exemplo, ETF mais negociado na B3, é composto por uma carteira teórica de mais de 80 ações.

Além disso, os ETFs também são uma alternativa sensata para quem não deseja ou não tem disponibilidade para se aprofundar em temas como análise fundamentalista e análise técnica, ferramentas essenciais para quem deseja investir em ações de empresas.

Por fim, podemos destacar que os custos de se investir em ETFs são bem mais baixos, se comparados às taxas de fundos de investimentos tradicionais. Dessa forma, podemos concluir que os Exchange Traded Funds são uma excelente alternativa para compor o seu portfólio e trazer diversificação à sua carteira.

E então, quer saber qual é o ETF mais indicado para o seu perfil de investidor?

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