Sharpe Ratio: comprovando a alta rentabilidade das ETFs

   26/08/2021   •
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Acredite: as ETFs são um excelente investimento para quem está buscando boa rentabilidade com relativa segurança, principalmente quando comparamos com outros investimentos de renda variável. Ficou curioso? Então fique com a gente até o final.

No mundo dos investimentos, é certo que para obter maior rentabilidade é necessário correr mais riscos. E já que arriscar é preciso, então em que arriscar? O ideal é encontrar um produto que ofereça boa rentabilidade e o grau de segurança que buscamos.

Mas como saber qual investimento é rentável e ao mesmo tempo com menor risco? Uma boa ideia é acompanhar o mercado através dos indicadores de desempenho, e um dos mais utilizados é o Sharpe Ratio (Índice de Sharpe).

O que é Índice de Sharpe?

O Sharpe Ratio ou Índice de Sharpe é um indicador de desempenho criado por William Sharpe (Nobel de Economia em 1990), muito utilizado para medir fundos e carteiras com base em seu histórico. Sharpe entendeu que não bastava avaliar um investimento somente por sua rentabilidade, era necessário traçar uma comparação com uma aplicação conservadora e assim definir se o investimento compensava o risco que se pretendia assumir.

Por isso o Índice de Sharpe traça a relação “Rentabilidade x Risco” a partir da aplicação de uma fórmula matemática predeterminada, comparando os investimentos que apresentam risco com outros ativos que são livres de risco. Quanto maior o valor encontrado, menor é o risco que o investimento tende a representar na busca de maior rendimento. E, ao contrário, se o resultado for baixo, isso indica um nível elevado de risco.

Como é feito esse cálculo?

O Índice de Sharpe é igual ao Retorno do fundo ao qual está sendo comparado, menos o Rendimento do investimento livre de risco, usado como base na comparação, dividido pela Volatilidade do fundo, que é o alvo da comparação. Sendo assim, teremos a seguinte fórmula:

Onde:

Rp = retorno do portfólio

Rf = taxa livre de risco

σp = desvio padrão do excesso de retorno da carteira

 

Vejamos um exemplo prático com base em dados hipotéticos:

Fundo 1:

Pegando um rendimento de 15% com volatilidade de 2% do fundo 1 e comparando com o rendimento anual da Taxa Selic (que norteia boa parte dos investimentos em Renda Fixa no Brasil) de 4,5%, teremos:

Índice de Sharpe = (15 – 4,5) / 2 = 5,25

Em seguida, faça o mesmo com o Fundo 2:

Pegando um rendimento de 20% e Volatilidade de 4% do fundo 2 e comparando com o rendimento anual da Taxa Selic de estimados 4,5%, teremos:

Índice de Sharpe = (20 – 4,5) / 4 = 4

 O Fundo 2 tem um Índice de Sharpe de 4, menor que o Fundo 1, que é de 5,25. Mesmo o Fundo 2 tendo uma rentabilidade maior, ele apresenta mais riscos.

Atenção: ao realizar o cálculo, compare investimentos da mesma classe (por isso é bastante indicado para fundos) e utilize os valores do histórico dos últimos 12 meses de cada aplicação.

Vale esclarecer que o Índice de Sharpe é só uma ferramenta de auxílio, mas não deve ser o único aspecto a ser considerado na escolha de um investimento. O Índice analisa o ativo de acordo com o nível de risco que oferece, mas a escolha deve ser feita também atendendo as características do perfil do investidor, seus objetivos e estratégias para o momento.

Onde entram as ETFs nessa história?

Bem, os ETFs (Exchange Traded Fund) são fundos de investimentos listados em bolsas de valores, cuja tradução da sigla em inglês é Fundo Negociado em Bolsa.

Ao invés de adquirir centenas de ativos diferentes, com apenas um ETF é possível seguir um índice de mercado que replica o comportamento de dezenas e até centenas de ativos em alguns casos.

Quer saber mais sobre ETFs, clique aqui.

No mundo, existem mais de 6.000 ETFs, que já movimentam mais de 10 trilhões de dólares, ou seja, investir em ETF deixa de ser uma questão de escolha para ser uma necessidade de quem busca diversificação para seus investimentos.

Agora, para fins de comparação, considere um fundo de ações de gestão ativa e um ETF que espelha o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro. Se o fundo de ações tiver um Índice de Sharpe menor que o ETF, pode ser mais vantajoso escolher o fundo de gestão passiva, que já busca refletir o indicador de mercado.

Segundo a B3, os principais motivos que se destacam para se investir em ETFs são:

  1. Diversificação: devido a forma como as ETFs são montadas, elas contêm diversos ativos lastreados a cada um de seus papéis, possibilitando, assim, um aumento na quantidade de setores de aplicação de forma simples e rápida;
  2. Baixo custo: uma vez que o investidor não precisa pagar todos os custos operacionais para cada ação que o fundo de índice representa, investindo diretamente em todos estes ao adquirir a ETF correspondente, ainda possuem taxas de administração mais baixas que os fundos tradicionais;
  3. Praticidade: por serem ativos que retratam índices, ao aplicar na ETF o investidor já terá uma diversificação satisfatória em sua carteira, tornando a aplicação mais prática;
  4. Transparência: comparado a fundos tradicionais, o investidor tem acesso muito mais fácil aos ativos nos quais ele está aplicando seus recursos, pois todas as informações são divulgadas, além de poder acompanhar minuto a minuto a variação do preço deles.

 

Existe um ETF para cada perfil de investidor. Além disso e da diversificação oferecida, a rentabilidade nos médio e longo prazos vem acumulando valores significativos. Não é o máximo?!

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